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Nobel de Medicina premia pesquisas sobre optogenética

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O Nobel de Medicina, maior prêmio da área de saúde no mundo, foi anunciado nesta segunda-feira.

Karl Deisseroth, dos Estados Unidos, e os alemães Peter Hegeman e Georg Nagel foram escolhidos por suas pesquisas relacionadas à optogenética, técnica que utiliza raios de luz para ativar ou desativar células nervosas individuais do cérebro vivo.

O anúncio dos vencedores foi feito pela Assembleia do Nobel, do Instituto Karolinska, na Suécia.

A optogenética é uma técnica já utilizada em laboratórios mundialmente.

Por meio dela, é possível descobrir como o cérebro armazena, entre outros, memórias, sentimentos e comportamentos.

No ambiente clínico, a técnica tem sido aplicada para restaurar a visão de pacientes que ficaram cegos devido à retinite pigmentosa.

Além disso, a expectativa dos pesquisadores é que ela também auxilie no desenvolvimento dos implantes na estrutura em forma de caracol no ouvido interno, o que pode aumentar a precisão dos estímulos nos nervos auditivos frente aos dispositivos já usados.

A base da pesquisa se iniciou na década de 1990, quando Hegeman e Nagel descobriram, a partir de uma alga, a existência de uma proteína sensível à luz.

Ela funciona como um canal celular para a passagem de nutrientes, que se abre quando recebe luz.

Estudos posteriores, realizados em células nervosas de ratos, confirmaram que a proteína pode ser aplicada também em humanos, funcionando como uma espécie de interruptor acionado pelos estímulos de luz.

Para celebrar os 125 anos da premiação, o Nobel teve o valor do prêmio aumentado para US$ 1,2 milhão, o equivalente a R$ 6,3 milhões.

Até a próxima segunda-feira, serão conhecidos os vencedores das outras categorias do prêmio em cerimônias transmitidas ao vivo pelo canal oficial no YouTube.

*Sob supervisão de Vitória Elizabeth

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Nobel de Medicina premia pesquisas sobre optogenética

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