Flávio Bolsonaro avalia filha de Luiz Fux para vaga no STF
Em caso de vitória na eleição presidencial, a desembargadora Marianna Fux estaria entre os primeiros nomes avaliados pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna de Juliana Dal Piva, do ICL Notícias.
Segundo a coluna, a possibilidade de indicação de Marianna Fux surgiria a partir de abril de 2028, quando o ministro Luiz Fux, pai da desembargadora, deverá se aposentar compulsoriamente ao completar 75 anos.
Atualmente, a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso está pendente de substituição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia indicado Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), mas a nomeação foi rejeitada pelo Senado. Com isso, segundo a coluna, há incerteza sobre a retomada do processo.
Caso seja eleito, Flávio Bolsonaro poderá indicar até quatro ministros para o STF. Além da vaga atualmente aberta, Luiz Fux deve se aposentar em 2028, enquanto o ministro Gilmar Mendes completa 75 anos em 2030. A ministra Cármen Lúcia também deverá atingir a idade para aposentadoria compulsória em 2029.
Nos bastidores, ainda segundo a coluna, a expectativa é de que Flávio escolha o ministro Jorge Oliveira, antigo amigo de seu pai, Jair Bolsonaro, para a primeira vaga que estiver disponível. Marianna Fux seria considerada para uma vaga posterior, possivelmente a de Cármen Lúcia.
Trajetória no Tribunal de Justiça do Rio
Marianna Fux ocupa uma cadeira de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) há dez anos. Ela tomou posse em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional, tornando-se, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada.
A escolha ocorreu após um processo que durou cerca de um ano e meio e foi marcado por contestações. Em setembro de 2014, a candidatura de Marianna foi impugnada sob a alegação de que ela não havia comprovado os dez anos de exercício da advocacia exigidos para a vaga. O primeiro documento apresentado pelo escritório em que trabalhava foi rejeitado pela Ordem, mas a candidatura acabou sendo liberada posteriormente.
Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2013, apontou que a atuação de Marianna registrada no TJ-RJ, à época, não passava de seis processos. Um deles tratava de extravio de bagagem e os demais envolviam espólio e dano moral. Naquele período, ela tinha graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.
Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para integrar a lista tríplice, com 125 dos 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão a nomeou cerca de duas horas depois.










































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































