Rui Costa compara governos Lula e Bolsonaro e questiona proposta econômica de Flávio
O senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) comparou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) ao comentar indicadores econômicos durante entrevista à Rádio Metropole, nesta sexta-feira (9). Ele citou a alta dos preços dos alimentos e a taxa de desemprego para abordar as diferenças entre as duas gestões e questionou as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL) para um eventual governo.
Os preços dos alimentos subiram 54,2% entre janeiro de 2019 e julho de 2022, durante o governo Bolsonaro. No período equivalente da gestão Lula, a alta foi de 13,6%. O senador eleito também afirmou que o governo atual tem a menor taxa de desemprego e disse que pretende destacar as condições para que a população possa prosperar.
Ao falar sobre as propostas para um eventual novo mandato de Lula, Rui Costa afirmou que programas como o Gás do Povo e o Pé-de-Meia já foram apresentados e que o foco da campanha agora será detalhar as próximas medidas. “Tudo já foi apresentado. O que vamos apresentar agora é o que vai ser feito”, declarou.
O petista também cobrou que Flávio Bolsonaro esclareça onde pretende realizar cortes de R$ 250 bilhões no orçamento. Segundo Rui Costa, a equipe econômica do candidato se reuniu com empresários estrangeiros para discutir a proposta. “Queria que ele pudesse dizer antes das eleições onde ele vai fazer o corte”, afirmou.
Rui Costa também questionou a referência econômica atribuída ao candidato do PL e citou a Argentina. “A referência dele de governo é a Argentina. Você [eleitor] quer que o Brasil vire Argentina?”, perguntou.
Durante a entrevista, o senador eleito ainda questionou os rendimentos obtidos por Flávio Bolsonaro com seu negócio de chocolates. “Poderá dizer no segundo turno sobre como consegue o rendimento extraordinário? A lojinha de chocolate que ele tem consegue vender mais chocolate no Carnaval do que na Páscoa”, declarou. A fala faz referência à loja da Kopenhagen no Rio de Janeiro ligada a Flávio Bolsonaro, que foi alvo de investigações do Ministério Público por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada às chamadas “rachadinhas” e de fraude fiscal.
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