Flávio Bolsonaro pode ter candidatura cassada após denúncia de propaganda eleitoral em culto
A Associação Movimento Brasil Laico acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), o bispo Samuel Ferreira e a Assembleia de Deus Ministério de Madureira por suspeita de propaganda eleitoral irregular durante um culto no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, no sábado (10). As informações são do ICL e foram divulgadas nesta segunda-feira (12).
A denúncia envolve a celebração dos 100 anos da igreja, durante a qual Samuel Ferreira teria conduzido os fiéis em um coro com a frase “irmão vota em irmão”, repetida 14 vezes. Depois, o bispo declarou que não poderia pedir votos durante o culto, mas afirmou que apoiaria Flávio Bolsonaro se pudesse fazer campanha. Ao justificar sua preferência, chamou o senador de “crente”, “cheio de Deus” e “honesto”, além de mencionar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declarações durante o culto
Na sequência, Flávio foi apresentado ao público como “futuro presidente da República Federativa do Brasil”. Parte dos presentes gritou “É 22!”, em referência ao número eleitoral do PL. Ao discursar, o senador declarou: “O bispo não pediu, mas a igreja está pedindo.” Ele também afirmou enfrentar uma “guerra espiritual” durante a campanha e cantou o “Hino da Vitória” com a cantora gospel Meire Cerqueira.
Para o Movimento Brasil Laico, as manifestações podem representar uma tentativa de contornar a proibição de propaganda eleitoral em templos religiosos. A entidade aponta possíveis irregularidades, como propaganda em espaço de uso comum, abuso de poder econômico e realização de evento com características de showmício. A representação também questiona o uso do Maracanãzinho, equipamento público estadual, para promover uma candidatura.
Pedidos à Justiça Eleitoral
A associação pede a abertura de investigação, a preservação das gravações do evento e medidas para impedir manifestações eleitorais semelhantes em cultos até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Também solicita que o Ministério Público Eleitoral avalie apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caso as irregularidades sejam comprovadas, o processo poderá resultar na cassação do registro ou diploma de Flávio e na inelegibilidade dos responsáveis por oito anos. A entidade ainda pede que órgãos fiscais investiguem possível uso indevido da estrutura religiosa e avaliem eventuais consequências tributárias, conforme os procedimentos legais. As acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.












































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































