Devolução de R$ 1,3 bilhão de bets termina nesta quarta; saiba como funciona
Cerca de 26,5 milhões de apostadores devem receber a devolução de valores que ficaram retidos em plataformas de apostas on-line encerradas pelo governo federal. Ao todo, R$ 1,325 bilhão está previsto para restituição, e os bancos têm até esta quarta-feira (14) para concluir os pagamentos.
A devolução começou na sexta-feira (9), depois que terminou, em 5 de outubro, o prazo para os próprios usuários retirarem o dinheiro dos sites e aplicativos. As empresas tiveram até os dias 7 e 8 de outubro para enviar aos bancos os dados dos apostadores, os saldos disponíveis e as contas utilizadas nos depósitos.
Os bancos usam essas informações para transferir o dinheiro diretamente aos usuários. Quem ainda aguarda o pagamento deve consultar a conta bancária usada para fazer os depósitos. Se a devolução não for concluída por problemas operacionais, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar os repasses pendentes a partir desta quarta-feira (14). As orientações serão divulgadas nos canais oficiais do Ministério da Fazenda e da Caixa.
Valores retidos e investigação
Segundo o governo, 86,2 milhões de contas tinham saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando R$ 15,5 milhões. Esse número supera o total de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas. Além disso, cerca de 40 CPFs estão sob análise por causa dos valores mantidos nas contas, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A apuração busca identificar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.
A medida provisória que determinou o encerramento das operações foi publicada em 25 de setembro e ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor dentro do prazo legal.
Como evitar golpes
Os apostadores não precisam pagar taxas para receber os valores. Por isso, devem desconfiar de mensagens que solicitem dinheiro, senhas ou códigos bancários para liberar a restituição. Em caso de dúvida, a orientação é consultar os canais oficiais do governo ou entrar em contato diretamente com o banco responsável pelo pagamento.








































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































