Em novo depoimento, Vorcaro nega prejuízo ao BRB e classifica suspeitas como fantasiosas
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, negou fraude de R$ 12 bilhões envolvendo o Banco de Brasília (BRB) durante depoimento à Polícia Federal (PF), na quinta-feira (15). A oitiva durou quase quatro horas e faz parte da investigação sobre suspeitas de irregularidades nas negociações entre as duas instituições. O banqueiro classificou a Operação Compliance Zero como “açodada”, ou seja, precipitada. As informações são do Metropóles.
Segundo a defesa, Vorcaro respondeu às perguntas dos investigadores de forma colaborativa. Os advogados também contestaram as suspeitas e afirmaram que “a versão inicial divulgada não se sustenta no plano factual ou jurídico”.
O banqueiro negou que as operações tenham causado prejuízos ao BRB ou a seus clientes. Sobre as carteiras de crédito da Tirreno, declarou: “O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído, nem gerou qualquer prejuízo ao BRB ou a seus clientes”. A defesa informou que apresentará contestação na Justiça e pedirá uma perícia para questionar as acusações, classificadas pelos advogados como uma “narrativa fantasiosa de fraude e prejuízo”.
O que a PF investiga
Deflagrada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero apura a compra, pelo BRB, de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master supostamente falsas. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades nas negociações e os riscos para o banco público.
Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF apontou que, em outubro de 2024, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, demonstrou preocupação com a reação do mercado ao aumento de capital para viabilizar a compra do Master e destacou a necessidade de “dar sinais ao mercado”. Na época, havia autorização para um aporte de R$ 750 milhões.
Segundo os investigadores, a aquisição do Master já estava prevista no planejamento estratégico. A PF também identificou compras de ativos originados do próprio grupo Master pelo BRB, em operações que somaram bilhões de reais. Para os investigadores, essa dinâmica poderia elevar os riscos financeiros do banco público. Paulo Henrique Costa está preso desde abril de 2026, suspeito de receber propina de Vorcaro.






















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































