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Nikolas Ferreira promove estereótipos sobre nordestinos em vídeo, acusa Wagner

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) acusou a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) de promover preconceito contra os nordestinos por meio de um vídeo gravado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, pelo deputado Nikolas Ferreira (PL). Em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (23), Wagner afirmou que a produção tenta associar o apoio da população nordestina ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma suposta falta de inteligência e ao desconhecimento político.

Segundo o senador, imagens dos bastidores da gravação teriam revelado que participantes foram orientados sobre o que dizer. Wagner afirmou que o material apresenta depoimentos preconceituosos e criticou a escolha do município, uma das cidades baianas em que Flávio venceu Lula no primeiro turno. “Esse é um exemplo de uma molecagem que esse deputado federal de Minas Gerais fez, de preconceito contra nós do Nordeste, para dizer que nós nordestinos votamos no Lula porque somos menos inteligentes, mais ignorantes, que somos isso, somos preguiçosos”, declarou.

Wagner também criticou a tentativa de desqualificar a população da região e ressaltou a contribuição dos nordestinos para o desenvolvimento de outras partes do país. “Vai ver se São Paulo existia se não fosse o nordestino trabalhando lá. Então, para mim, isso é uma ofensa”, afirmou.

O senador defendeu que os nordestinos respondam às manifestações que considera preconceituosas e valorizem a própria identidade. Ao final da entrevista, criticou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem atribuiu participação na produção do vídeo. “Nota zero para você, Nicolas Ferreira, e para sua equipe que foram fazer palhaçada no Nordeste brasileiro, aqui na Bahia”, disse.

TSE pede explicações sobre alcance do perfil de Nikolas e aliados

Na quinta-feira (22), o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, determinou o prazo de 12 horas para que a Meta forneça ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados relativos à distribuição de conteúdos políticos dos perfis investigados em uma ação que envolve Flávio Bolsonaro (PL), Nikolas Ferreira (PL‑MG) e Pablo Marçal. Prevendo sanção em caso de descumprimento, estabeleceu multa de R$ 100 mil por hora de atraso.

A decisão foi motivada pelo não envio, pela empresa, de informações quantitativas solicitadas anteriormente, com a Meta alegando necessitar de procedimentos técnicos adicionais de extração e validação. Para o ministro, essa justificativa não justifica postergar indefinidamente o cumprimento da ordem, especialmente em razão da proximidade do segundo turno.

Confira na íntegra:

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