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Mãe de Ana Clara relata indignação com fala de Flávio Bolsonaro em debate: não olhou para mim; veja vídeo

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Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Machado, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil em Niterói (RJ), em 2021, afirmou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não olhou para ela ao falar sobre a morte da criança. Flávio atuou como advogado do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo disparo que matou a menina, e assinou um recurso para tentar impedir que o agente fosse julgado pelo Tribunal do Júri. Em entrevista a Guga Noblat, publicada neste domingo (25), Cristiane relatou sua indignação com a postura do senador durante o debate presidencial da TV Globo, realizado na sexta-feira (23).

O caso voltou ao centro da campanha eleitoral após o presidente Lula questionar Flávio sobre sua atuação na defesa do policial. Durante a resposta, o senador se dirigiu à mãe da criança, que estava na plateia, mas a chamou pelo nome da filha, dizendo “senhora Ana Clara”.

Ao relembrar o episódio na entrevista, Cristiane disse que esperava receber uma manifestação de solidariedade diretamente do senador, e não diante das câmeras. “Quando ele quis prestar os sentimentos dele para mim, eu acreditei que ele olhasse para mim, que ele fosse mentir olhando nos meus olhos”, afirmou.

Cristiane também contou que Flávio falou com as câmeras e pediu desculpas sem se dirigir diretamente a ela. “Ele olhou pra câmera, ele pediu desculpa pra câmera, ele falou o nome errado porque ele falou que queria falar com a senhora Ana Clara”, relatou.

Segundo a mãe, o deputado Marcelo Freixo, que estava ao lado dela, tentou chamar a atenção do senador para que ele conversasse diretamente com ela. Mesmo assim, afirma que não recebeu o olhar que esperava. “Ele não me olhou. Tinha uma pessoa comigo, o Marcelo Freixo tava comigo e ele falou: ‘Ô, Flávio, olha para cá. A mãe da Ana Clara tá aqui, olha para cá, fala com ela.’ E ele não olhou”, disse.

Ana Clara morreu em fevereiro de 2021, aos cinco anos. O policial militar acusado pelo crime responde ao processo e deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. O recurso apresentado pela defesa para tentar impedir o julgamento popular foi rejeitado.

Ao final da entrevista, Cristiane afirmou que não quer receber ajuda ou demonstrações de solidariedade do senador. “não me interessa nada que venha da parte dele, porque se a primeira escolha dele não foi o meu lado, agora eu não quero”, declarou.

Confira a entrevista:

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